O caso da interrupção consensual dos serviços da BRA me faz refletir sobre o conceito de pessoa física e jurídica.
Pessoas físicas vão para a cadeia, pessoas jurídicas no máximo vão parar na televisão.
Isso revela a fragilidade da nossa sociedade que tem os rumos ditados por pessoas sem corpos.
Para o governo pessoa é apenas uma referência ao conceito de contribuinte.
A impunidade das empresas leva muitas pessoas físicas a se esconder atrás de um CNPJ.
Se você acidentalmente atropela alguém no trânsito vai para a cadeia, se uma empresa constrói um edifício com material vagabundo que depois cai, ou então polui um rio exterminando toda a vida ali existente ou então deixa cair um avião matando 200 pessoas por negligência na manutenção da aeronave, ela paga indenizações e fica livre.
Homens colocam dois galos para brigar e são presos, empresas jogam milhões de toneladas de lixo reciclável, tóxico ou de qualquer natureza nos rios e quando muito pagam uma multa, o que depende do valor hora dos seus advogados.
No filme Clube da Luta há uma referência clara às seguradoras, que só investem em prevenção de acidentes fatais quando o custo das indenizações superam em muito os custos da prevenção.
E você, está escondido atrás de alguma sociedade anônima? V ai dizer que financia quem destrói o único planeta que você tem para viver?
Claro que não vou deixar de tomar Coca-Cola porque ela possui mais de 300 mil veículos movidos à diesel que atiram gases tóxicos em meus pulmões, mas impossível não me revoltar.
Revolta que dura até que Pica-pau mostre como era o homem das cavernas. A vontade de não voltar às cavernas supera a angústia de ser asfixiado em um mundo onde o oxigênio e a água ainda são gratuitos.
Hora das pessoas jurídicas ganharem digitais, DNA e quem sabe um rostinho mais humano.

Um comentário:
Olha..depois de eu ler tudo isso, agora que não paro de tomar coca-cola messssssssssssmo (:
bjuss danilo
saudades
Solly.
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