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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Deus e demônio de si mesmo

Fausto:
Pouco me afreimo do teu depois, e mais do teu lá em baixo! Escavaca este mundo, e engendra um novo, que se me dá, se é deste que deriva tudo que me contenta, e o sol que doira os meus males é este? Em se acabando o mundo e sol para mim, saia o que saia; e não há mais dizer. Que me interessa que lá se odeie ou se ame? Haja ou não haja um abaixo e um acima? Danilo: Viaje 250 anos e venha conhecer o novo mundo! Viva a certeza de não necessitar descer para conhecer o inferno e não haver mais esperanças quanto à existência do céu. O homem tornou-se deus e demônio de si mesmo, alquimista dos seus males, capaz de apagar o sol a seu desejo e propiciar o fim dos mundos a seu prazer e glória. Referências: Fausto de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832)

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